Gabrielle Yuri Sasaki e Silva

Tuesday, October 04, 2011

FEMINISMO: EUFEMISMO PARA RADICALISMO?

Autora: Gabrielle Yuri Sasaki e Silva
Nascida em 03/12/1997


A terceira lei de Newton diz que ‘A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas’. É interessante observar que esta máxima se aplica também às relações humanas e fenômenos sociais, dos quais citamos, o liberalismo que surgiu como resposta aos sistemas absolutístas e monárquicos, o anárquismo que surgiu (em última análise) como contraponto de um modelo político burocrático e imobilizador e o feminismo, como movimento de réplica a um sistema machista e desigual de classificação pelo sexo do indivíduo em determinada sociedade.

A busca pela igualdade feminina é um fenômeno global, em variados estágios de evolução em diversas culturas e sociedades; Das infimas conquistas no sistema muçulmano no oriente médio para um modelo completamente igualitário e justo em países como Suiça e Dinamarca, tal fenômeno adquiriu contornos de movimento político/social a partir do final do século XVIII e começo do Século XIX. Vários foram os fatores que facultaram o feminismo que, viabilizado pelo iluminismo, fortaleceu-se com o advento da Revolução Industrial, movimentos de libertação , procura por maior igualdade social e maior acesso à cultura e educação.

No Brasil , embora existam registros de manifestações pelo direito ao voto e emancipação feminina no século XIX – principalmente por influência dos movimentos nos Estados Unidos e Europa – o movimento feminista tomou força na década de 60 em razão de um grande número de fatores, dos quais os mais importantes foram o questionamento do sistema construído sobre a mulher na sociedade, a luta conta a ditadura militar na mesma época de criação do “Movimento Feminino pela Anistia” e o “Centro da Mulher Brasileira”. A partir de 1975 o feminismo ganha força em território nacional, criando instituições que discutiam temas antes evitados por força da igreja católica, como a ‘sexualidade’, o ‘aborto’, o ‘planejamento familiar’, entre outros… É fato que para a Igreja Católica, que guarda à mulher o papel de ‘pedaço de costela’ que ‘conduziu o homem’ ao pecado, o feminismo era (e ainda é) um movimento bastante negativo. Neste contexto é interessante observar que vivemos no maior país católico do mundo.

Não obstante o movimento feminista se ampliou e, a partir de 1979, palestras e movimentos começaram a surgir para discutir o papel da mulher na sociedade, ampliando os seus direitos. Desde então, cada vez mais, as mulheres tem ampliado seu papel no cenário nacional; Tendência que recentemente se consolidou com a eleição de Dilma Rousseff, a primeira presidentE do Brasil.

Ocorre que, como em muitos movimentos de contestação o feminisno radicalizou-se e adquiriu contornos de bandeira ideológica que separou ainda mais os sexos; Muitas vezes retirando das mulheres características que as identificam e fortalecem, matando a feminilidade inerente a sua natureza. Masculinizando-as para um mundo que, ideologicamente, não deveria ser dividido em sexos, mas na exautação das virtudes características de cada indivíduo.

Um exemplo atual da radicalização do feminismo foi um artigo da Época, escrita por Ruth de Aquino no dia 3 de outubro de 2011, em que a autora comentou sobre a censura feita pela ‘Secretaria de Políticas para Mulheres’ a um comercial em que a Gisele Bunchen retrata a mulher de forma sensual e feminina. Ao proibir a veiculação do comercial, o Governo - além de restringir a liberdade de expressão - aumentou ainda mais o preconceito para com as mulheres. Então fica a pergunta: Até que ponto a liberdade não vira repressão?

Nos parece óbvio que o feminismo foi um movimento de resposta para uma sociedade machista, sectarista e desigual. Mas é igualmente verdadeiro que, como movimento antagonico, o feminismo trouxe uma série de aspectos negativos à mulher e ao próprio conceito de feminilidade… Potencialmente tão negativo quanto o machismo, na mesma intensidade mas em sentido contrário. Exatamente como na terceira lei de Newton.

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